Apple deve mudar problema de design do iPhone em 2021, diz especialista

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O próximo iPhone ainda terá entalhe, embora menor em tamanho

access_time 11 jul 2019, 11h01

São Paulo – O recorte, conhecido internacionalmente como notch, é uma área posicionada acima da tela de um smartphone onde ficam o sensor de reconhecimento facial e a câmera frontal. Esse detalhe, visto como um problema design por analistas de produtos do mundo, pode deixar de existir dentro dois anos. Isso porque a Apple deve começar a investir em iPhones que não contenham essa característica visual.

O analista Ming-Chi Kuo, especializado nos produtos da empresa fundada por Steve Jobs e Steve Wozniak, disse, em nota aos investidores, que o iPhone 2021 deve vir sem o notch na parte frontal do celular, apresentando uma tela maior. O entalhe é uma característica presente desde a primeira linha de celulares, com o original iPhone.

A empresa, no entanto, optou por diminuir o tamanho do notch ao longo dos anos, gradualmente, a fim de aumentar o espaço disponível para a tela. Veja, abaixo, uma comparação entre o espaço reservado para o entalhe no primeiro e último design apresentado, respectivamente:

A razão pela qual a Apple não implementará o suposto novo design nos seus próximos celulares – cerca de cinco modelos novos devem chegar ao mercado entre este ano e 2020 – é o grande investimento que foi feito no entalhe pequeno, exibido acima, para ser usado a partir do iPhone X. Ao implementar os sensores de iluminação, sistema FaceID e a câmera frontal em um notch menor do que os usuais, a Apple investiu muito em pesquisa.  Portanto, antes de uma remoção total do notch, o iPhone 2020 apresentará um menor ainda, além de telas OLED, de acordo com rumores.

Caso a empresa realmente remova essas ferramentas da parte frontal dos celulares, é preciso achar uma maneira de encaixá-los no produto sem que estejam visíveis o tempo inteiro. A Apple está pensando em uma tecnologia para fazer com que a câmera e os sensores funcionem “embaixo” da tela principal.

Esse artigo foi publicado originalmente no site Exame

Exame

Autor: Maria Eduarda Cury