Carille justifica mudanças no time e critica: ‘Nenhuma forma está me agradando ofensivamente’

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HENRIQUE BARRETO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOFabio Carille

Fábio Carille mais uma vez criticou o time do Corinthians, após a derrota em casa por 1 x 0, contra o Flamengo, no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O treinador se disse insatisfeito com o desempenho ofensivo da equipe e explicou as mudanças no time

O treinador do Corinthians surpreendeu na escalação tirando um volante – normalmente jogam Ramiro ou Júnior Urso – e colocando mais um atacante. O Timão começou a partida com apenas Ralf de homem defensivo no meio campo e Vagner Love e Boselli mais enfiados. Porém, mesmo com o time mais ofensivo, o desempenho não veio.

“Mudamos para tentar melhorar. Sou questionado o tempo todo por que o time não vai bem. Temos a autoanalise do time, sabemos que tem que melhorar e essa está sendo a busca. Eu já falei. Enquanto não chegar a parada, para organizar e ter todos a disposição para trabalhar, vamos continuar encontrando dificuldades”, criticou.

O treinador ainda fez uma autocrítica mais rígida e afirmou que não está feliz com nenhum desempenho da parte ofensiva do time, seja com a escalação que for.

“Na verdade, nenhuma forma está me agradando ofensivamente para jogar. Eu quero melhorar. A gente estava bem posicionado. A gente estava com a linha de quatro bem montada. A forma de jogar, independente de qual é, não está me agradando. A busca é melhorar sempre”, disse.

Mesmo com muitas críticas, Carille enxergou pontos positivos no setor ofensivo.

“A busca para melhorar nossa parte ofensiva. Gostei da entrada do Jadson hoje. A bola passou por ele e tentou fazer o time jogar. Nunca escondi que tínhamos que melhorar a parte ofensiva. A volta do Júnior Urso que chega bem na frente. É isso que temos que melhorar”, ponderou.

Uma pergunta que anda se repetindo diversas vezes é o mau desempenho de Mauro Boselli. O atacante argentino chegou ao Corinthians no início do ano como esperança de gols, mas ainda não conseguiu desencantar.

“São duas situações. Primeiro, a gente entender a forma dele jogar. Segunda, a nossa intensidade é muito diferente do que ele enfrentou no México. A intensidade lá é diferente. Estou vendo que ele está tendo dificuldade”, ponderou.



Fonte: Jovem Pan

Autor: Jovem Pan

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