O VP do Facebook diz que a plataforma rejeitou mais de 2 milhões de anúncios por tentar obstruir a votação

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O vice-presidente de assuntos globais do Facebook, Nick Clegg, disse que a empresa rejeitou 2,2 milhões de anúncios no Facebook e Instagram porque os anúncios tentavam "obstruir a votação" nas próximas eleições presidenciais dos EUA, Agence France-Presse relatado. O gigante da mídia social também retirou 120.000 postagens e colocou advertências em 150 milhões de postagens pelos mesmos motivos, acrescentou Clegg.

Clegg fez o comentário em entrevista ao jornal francês Journal du Dimanche. Ele disse que o Facebook usou inteligência artificial que “tornou possível deletar bilhões de postagens e contas falsas, mesmo antes de serem denunciadas pelos usuários” e observou que a empresa fez parceria com 70 veículos de comunicação, incluindo cinco na França, para verificar as informações.

O Facebook introduziu esse programa de verificação de fatos no rescaldo das eleições de 2016, e adicionou-o ao Instagram no ano passado. Desde então, o programa se expandiu para incluir grupos do Facebook, onde a desinformação é frequentemente compartilhada. O programa de verificação de fatos teve resultados mistos, no entanto, com primeiros parceiros Snopes e ABC saindo da parceria.

E um relatório no Wall Street Journal na semana passada demonstrou o quão longe o Facebook tem ido para tentar apaziguar os conservadores que frequentemente reclame sobre viés percebido em seu algoritmo. De acordo com WSJ, O Facebook projetou mudanças em seu algoritmo de feed de notícias em 2017 para reduzir a visibilidade do conteúdo de sites de notícias de esquerda, como Mother Jones em sua plataforma, com a aprovação do CEO Mark Zuckerberg.

O Facebook tomou outras medidas para tentar mitigar o caos potencial em 3 de novembro e depois. A plataforma irá banir anúncios que erroneamente alegam vitória na corrida presidencial dos EUA, ou anúncios que alegam fraude eleitoral desenfreada podem alterar os resultados da eleição. Facebook também vai rejeitar anúncios de Donald Trump ou Joe Biden se um deles tentar reivindicar uma vitória prematuramente. E é banido de novo anúncios políticos na semana antes da eleição.

Fonte: The Verge